Imóvel & Habitação em Portugal: comprar casa sem surpresas
Comprar casa em Portugal é mais do que a prestação do crédito. Há impostos na compra (IMT e imposto do selo), custos de escritura e registo, e depois um imposto anual (IMI). Quando vender, podem surgir mais-valias. Este capítulo explica cada peça com números de orientação para 2026, para que consiga estimar o custo total antes de assinar.
- Calcule o orçamento real: ao preço da casa some a entrada (os bancos costumam financiar 80–90% do valor, logo precisa de 10–20% em dinheiro próprio) mais os custos de compra (IMT, selo, escritura e registo).
- Estime os impostos de compra: IMT (taxa progressiva, isenção até cerca de 106.300 € na habitação própria e permanente no continente) e imposto do selo de 0,8% sobre o valor da escritura, mais 0,6% sobre o valor do crédito.
- Escolha o crédito: compare taxa fixa, variável (Euribor + spread) ou mista. O spread é a parte negociável; em 2026 ronda 0,5–1% para bons perfis. Confirme a TAEG, não só a prestação.
- Planeie os custos contínuos: IMI anual (0,3–0,45% do valor patrimonial nos prédios urbanos) e, na venda futura, as mais-valias — que podem ser isentas se reinvestir na habitação própria e permanente.
O que importa
Comprar casa em Portugal envolve várias camadas de custos que convém somar antes de decidir. A primeira é a entrada: como os bancos financiam tipicamente 80 a 90% do menor valor entre preço e avaliação, conte com 10 a 20% em dinheiro próprio. À entrada juntam-se os custos de compra, que costumam pesar cerca de 7 a 10% do preço.
O maior desses custos é o IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões). É progressivo: na habitação própria e permanente no continente há isenção até cerca de 106.300 €, e depois taxas que sobem por escalões até 8%, com taxas fixas para imóveis muito caros. A par dele paga o imposto do selo: 0,8% sobre o valor da escritura e 0,6% sobre o valor do crédito contratado.
A formalização faz-se na escritura, hoje frequentemente através do serviço Casa Pronta, que junta escritura e registo num só ato — na ordem dos 375 € sem crédito e até cerca de 700 € com crédito. No crédito em si, a parte negociável é o spread (em 2026 cerca de 0,5 a 1% para bons perfis); a taxa pode ser fixa, variável (Euribor mais spread) ou mista. Compare sempre a TAEG, que reflete o custo total.
Depois de comprar, paga anualmente o IMI sobre o valor patrimonial tributário: nos prédios urbanos a taxa situa-se entre 0,3% e 0,45%, definida por cada município. Por fim, quando vender, podem surgir mais-valias — com possibilidade de isenção por reinvestimento na habitação própria e permanente.